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domingo, 30 de janeiro de 2011

Dilma retirou o Crucifixo e a Bíblia(?)


Creio que já sabemos o que esperar da nossa presidente dita “católica” para esse governo. Depois de ter se declarado Católica e se engasgado com a frase de apoio a liberdade religiosa, a atitude anti-religiosa seguinte dos primeiros dias de ministério da presidente foi retirar a Bíblia e o Crucifixo de seu gabinete, como noticiou o site Folha.com
“Em sua primeira semana, Dilma Rousseff fez mudanças em seu gabinete. Substituiu um computador de mesa por um laptop e retirou a Bíblia da mesa e o crucifixo da parede. Durante a campanha eleitoral, a então candidata se declarou católica e foi atacada pelos adversários sob a acusação de ter mudado suas posições religiosas.” [1]
Helena Chagas veio à público desmentir o fato, mas, não obstante a nota, penso que deve haver uma reflexão profunda sobre o fato.

Se o Crucifixo e a Bíblia, que são arquétipos de justiça e governo são execrados dos ambientes públicos, como vimos acontecer no judiciário quando da posse de Luis Zveiter no TJRJ podemos esperar uma posição diferente no dia a dia dos trabalhos públicos?

Há quem diga que o estado é laico e por isso esses arquétipos devem ser de fato retirados dos espaços públicos, aliás, esse é o mesmo argumente de quem deseja ver fora dos calendários os feriados santos, das ruas as manifestações públicas de fé e da vida do cidadão comum os protestos públicos relativos à espiritualidade e religiosidade.

Já se cansam as línguas de anunciar que, embora o estado seja laico (isto é, não confesse uma religião oficial) ele não precisa ser laicista, ou seja, não precisa execrar o dado religioso tão presente no coração e na vida do brasileiro.

Tendo tirado ou não, o tema abre espaço para o debate e nos faz propor uma reflexão: Não deve muito o âmbito civil, à intervenção benéfica do âmbito religioso no ponto de vista do avanço social? Basta ver – no que tange à Igreja Católica – o número de “Santas Casas” e Hospitais, Colégios e Universidades Católicas, orfanatos e creches, albergues e asilos que são oferecidos pelas instituições religiosas para o bem da população. Outrossim, uma série de lutas pelos benefícios aos trabalhadores teve inicio ou deveu-se às nossas sacristias e púlpitos.

Fora o arquétipo mediador da religião a sociedade certamente sofrerá um decréscimo qualitativo no que diz respeito ao âmbito civil. Por isso há a necessidade de se manter onde estão os Crucifixos, as Bíblias e as imagens sacras onde eles sempre estiveram: repartições públicas, salas de aulas e etc.

Quero lançar uma campanha: você que tem um comércio, um escritório ou mesmo em sua casa, ponha uma imagem sacra, um crucifixo na entrada, no portão ou num outro lugar bem à vista para que sejam influenciados e atraídos por imagens benignas todos aqueles que olharem para elas.

Jesus Cristo nos fez lembrar a serpente de bronze que Moisés ergueu no deserto para a salvação dos que eram picados pelas serpentes venenosas que assaltaram o acampamento dos Judeus (Cf. Nm 21,4-9). Ele é a Nova Salvação para a humanidade e manifesta isso ao dizer “E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim” (Jo. 12, 32)


                                                                                                                                  

sábado, 1 de janeiro de 2011

Engasgou?

Quinze horas e quarenta minutos. Ouvindo o discurso de posse da Presidente eleita vi que, após o “apoio” da presidente à liberdade de religião e culto e da “garantia” de imprensa livre oferecida politicamente, houve um pigarro e um gole de água! Até ai tudo bem, mas isso merece uma análise.
Se pensássemos em termos de expressões físicas e psicológicas, diramos que os dois temas que foram como que “o espinho na garganta” da presidente durante as eleições ainda não desceram! Alguns diriam que foi uma frase dita tão a contra gosto que o engasgo com ela seria inevitável expressão de sua insatisfação.
Um gole de água para descer melhor!
Parece demasiado prematuro fazer qualquer especulação sobre os passos que a presidente tomará, mas, por outro lado, já podemos concluir algumas coisas sobre o processo eleitoral:
1)                 O debate político no Brasil foi bom e pela primeira vez, viu-se uma mobilização efetiva da população em geral. A a sociedade, graças a Igreja amadurece políticamente;
2)                 O resultado das vozes (mesmo que raras) dos que se levantaram contra um “neocomunismo latino americano” foi, decerto, eficiente na medida em que foi capaz de fazer eclodir do submundo da política um tema que se tentou esconder: o aborto. A despeito disso, a maior pesquisa sobre o tema foi espontaneamente verificada e podemos constatar que dizer que a população brasileira é a favor do aborto não passa de falácia esquerdista e que uma lei deste tipo não tem apoio popular;
3)                 Ficou verificado – infelizmente – que a política de “Pão e Circo” do PT ainda faz efeito, principalmente no Nordeste do país, onde vale mais uma política de “bolsa miséria” do que o progresso real, pessoal e humano, do indivíduo;
4)                 Mas que há pessoas no país dispostas à mudanças reais;
5)                 Conclui-se que é vexatório, embora fosse legal do ponto de vista jurídico, que o presidente saísse em campanha em favor de um candidato, usando assim (de certo modo) da sua personalidade pública que é indissociável do seu ser cidadão na prática para granjear votos. Esse episódio marcou uma fragilidade no processo democrático brasileiro;
6)                 Mostrou-se também que as igrejas têm e devem ter voz ativa em questões políticas a fim de defender o bem e o verdadeiro direito do ser humano.
Às quinze horas e quarenta e cinco minutos, mais ou menos, ouvi as aclamações à presidente que estava sendo empossada, não pude deixar de lembrar-me de uma obra de George Orwell - que li quando estava na graduação em filosofia na faculdade - que  se chama “A Revolução dos Bichos”. A passagem que imediatamente me veio à cabeça foram os barulhentos gansos propagandistas e repetidores de Orwell.
Ainda uma correção ao discurso da presidente: Não se diz previlégios, mas privilégios!
Penso que a presidente terá muito trabalho e nós também, por que uma das coisas que devemos fazer, enquanto sociedade é estar olhando o trabalho e garantindo que a barbárie não chegue a nosso país.